
Defina avaliações para agentes de IA antes da produção: tarefas, ferramentas, limites, falhas e supervisão, com critérios de liberação por cenário.
Índice
Um agente que executa uma tarefa durante a apresentação pode falhar quando recebe instruções ambíguas ou quando uma ferramenta fica indisponível. A avaliação precisa cobrir o percurso completo e as ações permitidas. O objetivo é conhecer os limites antes de delegar trabalho real.
Decisão que este guia ajuda a tomar: Liberar automação por evidências de comportamento, não por uma demonstração favorável.
Defina sucesso e ações proibidas
Para cada tarefa, descreva resultado esperado, dados disponíveis e operações autorizadas. Separe elaboração de uma sugestão e execução em sistemas. Uma resposta correta não compensa uma ação indevida tomada no caminho. Inclua situações em que o comportamento esperado é pedir esclarecimento, recusar uma operação ou encaminhar para revisão.
Crie casos fora do roteiro ideal
Teste informação ausente, fonte conflitante, erro de ferramenta e pedido repetido. Inclua conteúdo externo que tente induzir o agente a desobedecer às regras da aplicação. O mecanismo deve tratar documentos e mensagens como dados, preservando as permissões definidas no sistema. Não dependa somente de instruções em texto para proteger operações sensíveis.
Registre o percurso de forma útil
A avaliação precisa identificar ferramentas chamadas, resultados e decisões observáveis, preservando dados sensíveis. Compare versões com o mesmo conjunto de casos e acrescente incidentes reais autorizados à avaliação. Não é necessário expor raciocínio interno; evidências de entrada, ação e resultado são o que permite investigar o comportamento operacional.
Libere por recorte e acompanhe mudanças
Comece com ferramentas limitadas e ações reversíveis, ampliando conforme os testes e a supervisão. Uma atualização de modelo, prompt ou fonte pode mudar o resultado e exige nova avaliação relevante. Defina interrupção e retorno ao fluxo manual para que a empresa não fique presa à automação.
- Critérios de sucesso e bloqueio por tarefa.
- Cenários de falha e instruções externas adversas.
- Liberação gradual com possibilidade de interrupção.
Um cenário para conferir na demonstração
Exemplo hipotético: o agente consulta uma página que contém instruções para enviar dados a outro destino. O sistema deve tratar esse conteúdo como material externo e manter os limites de ferramentas e autorização. O caso entra na avaliação junto com tarefas legítimas. A aprovação depende das ações observadas, não de uma declaração do agente de que seguiu as regras.
Briefing para solicitar uma proposta
- Tarefas e ferramentas incluídas na primeira liberação.
- Ações cujo impacto exige aprovação ou bloqueio.
- Casos de falha que devem interromper o fluxo automaticamente.
Contrate avaliação junto com implementação
A Quantum9 pode preparar casos, controles e acompanhamento para um agente delimitado. A proposta deve incluir manutenção das avaliações, não apenas construção inicial. O aceite precisa refletir o impacto das ações na empresa, além da qualidade aparente das respostas.
Conheça o escopo de Desenvolvimento com IA agêntica e aprofunde o contexto no guia relacionado.
Referência técnica
NIST — AI Risk Management Framework. A referência descreve fundamentos técnicos; o roteiro de contratação e o exemplo deste artigo são elaboração editorial da Quantum9.